| O comportamento sexual no Carnaval | Fev/2011 |
O carnaval influência no comportamento sexual?

O carnaval é uma festa popular grande, em que as pessoas bebem mais, saem do cotidiano e estão mais vulneráveis, por isso aumentam a quantidade de relações sexuais e com isso os registros de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e de gravidez não planejada.
Para muitos, carnaval é sinônimo de muito sexo, e com essa intenção milhões de brasileiros e turistas fazem seus planos para o carnaval. O lema é beijar na boca e ninguém é de ninguém.
Uma viagenzinha com a galera em uma casa alugada a beira do mar com muita música, bebida e claro muita “pegação”. Será esse o carnaval que a gurizada procura? Nada de desfile ou marchinha, fazendo tudo que a sua vontade manda.

A cultura que se estabeleceu, é a do “aproveite enquanto é tempo, é só agora no carnaval mesmo, ninguém vai ligar se você estiver com um(a) aqui e outro(a) daqui a pouco”. E isto tem rendido beijos e mais beijos, sexo e mais sexo…
Não é a toa que em Novembro e Dezembro é o período em que mais nascem crianças no Brasil.
Esta estatística se apóia na falsa relação de obrigatoriedade entre carnaval e sexo. A coisa tem sido colocada como se o carnaval fosse simplesmente um grande festival de relações sexuais.
Não sei o que se passa na cabeça de um(a) adolescente, que vai brincar o carnaval e ouve, em pleno horário nobre de TV, uma notícia de que, 500.000 camisinhas são insuficientes para o carnaval; o número ideal seria 1.500.000 para atender aos foliões? Sinceramente, não consigo entender como se pode chegar a um número de relações sexuais durante um carnaval. Não vejo assim. A atividade sexual não deve ser colocada em primeiro plano, como se as pessoas andassem a praticar sexo a toda hora e em qualquer lugar, somente porque é carnaval.
De acordo com as pesquisas, 51,8% dos jovens de Fortaleza não conversam sobre sexualidade com os pais. A conversa com os pais é muito falha, acontecendo muitas vezes somente em momentos como o do carnaval. Durante o ano não falam de sexo, como se o adolescente não tivesse atração sexual nos outros meses. É preciso orientar o adolescente, mas sem criar expectativas que estão além dos objetivos iniciais dele. Se o pai chega e diz: “use camisinha no carnaval” e ele não transa, pode se sentir frustrado por não ter feito o que o pai esperava.Nas conversas, ou nas campanhas educativas, recomendo que a sexualidade seja tratada como saudável, e não como algo pejorativo.
Se disser que é ruim, o adolescente não vai se interessar e entender.
Pois a verdade é que a sexualidade é vivenciada em todas as épocas do ano, mas só será positiva se for vivida com responsabilidade!
Divirtam-se neste e em muitos outros carnavais!
Um abraço,
Zenilce Bruno.
Fonte:http://www.autenticavida.com.br/conteudo.asp?tip=expert&cod=31&mat=240
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